Passados 2 meses de estudos e idas as giras, fui convidado pela entidade a participar do grupo de médiuns da casa. Foi um passo bastante importante para mim, já que me deu um choque de ânimo, afinal, agora eu era um médium com uma casa para desenvolver. Veja, é importante ressaltar que não estava desanimado com a Umbanda e sim, um pouco, com meu desenvolvimento.

Quando a entidade me falou que eu era médium da casa, me foram encomendadas as guias, toalhas e me foi passado as instruções do que fazer. Saí de lá mais relaxado, acho que era um pouco de carência de pertencer a algum lugar também, de poder falar sobre tudo que tinha aprendido e tudo que queria aprender.

Um fato importante, que ainda não mencionei é que eu frequentei centros espíritas por pouco tempo quando criança e não entendia nada, até acredito que foi esse o motivo de ter tanto medo. Além desse fato, fui capoeirista por muitos anos e sabia tocar o atabaque.

Na casa à qual frequento, existem 3 fases claras durante a gira, a primeira canta-se para algumas linhas da direita (Ogum, pretos-velhos, Xangô, Bahianos e boiadeiros e para os caboclos), após essa fase fazemos uma pausa e voltamos com Exu. E para fechar a sessão, povo d’água e criança vêm acalmar e divertir.

Assumi um dos atabaques algumas vezes, adoro tocar e como tinha experiência, me jogava no instrumento. Isso acontece por um dos médiuns que toca, receber Exu sempre, então, eu substituo ele e dou uma força, com permissão da entidade dirigente.

Na próxima história, uma surpresa…