Novamente atacando um assunto que é bem comum e temos que previnir que aconteça conosco. Para quem não sabe, a incorporação é uma junção de duas energias, a do médium e a da entidade, logo, não é uma possessão, ou seja, a entidade não toma conta de você totalmente. (Pode até acontecer). Com isso em vista, saiba que você está ali quando incorporado e tem a sua parcela de responsabilidade também, portanto, saiba como não interferir ou interferir o mínimo possível nessa hora.

Primeiro, vamos entender que existem 3 tipos de incorporação, a inconsciente, a semi-consciente e consciente:

Incorporação inconsciente

Nessa incorporação, o médium perde totalmente os sentidos, apaga e a entidade assume totalmente o controle. Alguns médiuns relatam que lembram de algumas coisas que as entidades deixam que ele veja, mas que normalmente é tipo um blackout. Essa mediunidade é mais rara dentre as três e alguns estudiosos mencionam até que não nascem mais médiuns com essa capacidade.

Incorporação semi-consciente

O médium está ali, mas é quase como um sonho, ele vê tudo meio embolado, como um sonho, perde a consciência algumas vezes e algumas fica totalmente consciente.

Incorporação consciente

Essa sim, a mais comum de todas, e a mais complicada, ao meu ver. Afinal, estamos totalmente conscientes, vemos tudo acontecer, algo como você estar em um cinema vendo um daqueles filmes, que são filmados em primeira pessoa. Nessa incorporação, a entidade assume o controle, porém nós acompanhamos tudo e portanto, estamos mais presentes, é até capaz de interferir no movimento e fala.

Fica um vídeo super legal, que já recomendei, mas vale sempre mencionar:

A junção

Bom, agora que sabemos como funcionam as incorporações e que a incorporação é a junção das energias, é importante entender que essa junção forma uma terceira forma, a consciência da entidade e a sua estão em plena sincronia e é isso que temos que nos atentar e buscar a forma mais tranquila de se acontecer.

Como nós estamos ali, podemos interferir sem querer, alguns médiuns chamam isso de “passar a frente”, que nada mais é que atravessar a entidade e acabar falando ou fazendo algo que não é o que a entidade estaria fazendo naquele momento. Um conselho que dou é sempre tentar não pensar muito, tentem ser sempre se comportar como assiste um filme mesmo, divirta-se, observem e aprendam com o que estão vendo.

Ainda estou desenvolvendo em mim essa técnica, mas recomendo, depois que comecei a tentar a me entregar de cabeça, fiquei muito mais tranquilo na hora da incorporação…já não fico pensando sempre coisas como: sou eu? E agora? Como faz? Você não vai falar isso né?

Acho que com isso evoluí um pouquinho, cometendo falhas como sempre, mas tudo bem, estamos aí para aprender.

Grande abraço e muito axé.